A Folha

Evilyn Rauen

Evilyn Rauen

Faroleira, Redatora do Blog e Vocalista da Banda

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A Folha - Farol da Madrugada
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Fraca como a folha de outono que cai.
Leve como ela que o vento distrai.
Alma ferida da vida que dói.
De tanto sofrer aprendeu a viver,
viver do jeito que der e vier, sem paz no peito, negando ter fé, sem ir mais fundo, só onde dá pé!”

A música “folha” foi escrita em um dia comum, com poucas estrofes e com uma melodia simples. Ela descreve de forma rápida e até superficial um alguém, um personagem que vive um dia de cada vez, conforme a sorte o dirige, sem planos ou esperança. Que possui cicatrizes e calos que o tornaram rígido e sem perspectiva de dias melhores. Um alguém que vive sem fé, na superfície, onde é supostamente seguro.

A fé é realmente extraordinária. Tratando-se de fatos, é simplesmente a capacidade de acreditar em algo que ainda não aconteceu. O objeto da fé é algo que um dia deverá se tornar realidade, e quem o tornará real? Crer que algo irá se realizar está diretamente ligado a crer em alguém que o fará. Naturalmente alguém que pode fazer o que eu não posso é maior que eu. E para ter, fé é preciso acreditar que alguém mais poderoso que eu fará o que eu não sou capaz de fazer.

Nós seres humanos sentimos desconforto ao lidar com algo que não entendemos por completo, pois assim não temos domínio sobre ele. Acreditar em Deus é assim. Uma criança confia sua vida ao pai, sem entender como a vida adulta ou a paternidade acontece, sem saber a dimensão do seu amor e o que ele é capaz de fazer. Pois só conseguimos nos sentir seguros quando estamos sob a proteção de alguém que é maior, mais forte, mais sábio que nós. Não entender a mente de Deus ou dimensionar sua complexidade são sinais maravilhosos de que Ele é muito mais do que nós somos, e assim como crianças, podemos nos sentir seguros com alguém que é infinitamente mais.

O personagem da música vive só, como se sua existência fosse um acidente da natureza, apenas sobrevivendo aos seus dias. Muitos podem se identificar com essa forma de viver. Na última parte da música uma pequena rima diz: “Mas Cristo diz vem, com tudo que tens, mas se nada tens, Cristo diz vem!”. Esse ser extraordinário, quer seguir ao nosso lado, nos dando esperança e propósito, tornando real aquilo em que acreditamos sem ver. Nos protegendo como um pai valente e amoroso, nos mostrando o propósito da nossa existência para que nunca mais venhamos a vagar sem rumo, distraídos pelo vento como uma folha seca de outono.

Ao tentar entender o tamanho de Deus, nossa mente chegará a um limite que não será digno de seu tamanho, mas, ao refletir sobre como somos pequenos diante dEle, nos daremos conta da sorte que temos de Ele ter nos amado primeiro!

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